Por Flaviane Ribeiro, presidente da ACAAPESP em Goiás e no Distrito Federal

A aproximação de um novo ciclo eleitoral no Brasil convida a uma reflexão que vai além de nomes e circunstâncias políticas. Trata-se, antes de tudo, de um momento de reafirmação dos pilares constitucionais que sustentam o Estado Democrático de Direito, especialmente a soberania popular, o pluralismo político e a legitimidade das escolhas feitas nas urnas.

Nesse contexto, a pré-candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência da República insere-se como uma das possibilidades dentro do processo democrático, contribuindo para a formação de um ambiente plural e competitivo — condição essencial para o regular funcionamento do sistema eleitoral.

A Constituição Federal de 1988 estabelece que o poder emana do povo e deve ser exercido por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos nela previstos. Esse princípio se concretiza por meio de eleições livres, periódicas e baseadas em regras que asseguram igualdade de condições entre os participantes.

O Direito Eleitoral, nesse cenário, exerce papel fundamental ao organizar a disputa política, garantindo isonomia, transparência e segurança jurídica. Esses elementos são indispensáveis para que o processo eleitoral ocorra dentro de parâmetros institucionais estáveis e confiáveis.

A pluralidade de candidaturas constitui um dos aspectos centrais da democracia, permitindo que diferentes visões de país sejam apresentadas à sociedade. É a partir dessa diversidade que o eleitorado pode exercer sua escolha de forma livre e consciente, avaliando propostas, trajetórias e perspectivas.

Como presidente da ACAAPESP em Goiás e no Distrito Federal — entidade que integra a maior rede de consultores e articuladores políticos do Estado de São Paulo, sob a liderança nacional de Alan Montoro — acompanho de perto a evolução do cenário político-eleitoral. A ampliação do debate e a presença de diferentes perfis contribuem para o fortalecimento das instituições e do próprio processo democrático.

O período eleitoral, portanto, deve ser compreendido como um espaço legítimo de confronto de ideias, sempre orientado pelo respeito às normas, às instituições e à vontade popular.

Em última análise, a consolidação da democracia brasileira depende da preservação de seus fundamentos constitucionais e da garantia de um ambiente eleitoral plural, equilibrado e juridicamente seguro.

Flaviane Ribeiro, presidente da ACAAPESP em Goiás e no Distrito Federal