Fátima Gavioli defende política de Estado para transformar educação brasileira
A educação brasileira precisa deixar de ser tratada como uma política de cada governo e passar a ser encarada como um projeto de longo prazo. Essa é a avaliação da professora e candidata a deputada federal pelo PSD, Fátima Gavioli, que defende uma estratégia nacional capaz de acompanhar o estudante durante toda a sua trajetória escolar. “Quanto mais você tem trocas, quanto mais você tem pessoas chegando com suas ideias, seus propósitos, mais dificuldade você tem de fazer com que políticas públicas sérias sejam efetivas”, afirmou ao Jornal Opção.
Para Fátima, o primeiro passo dessa mudança está na alfabetização. “Não se pode falar em melhoria da educação brasileira enquanto todas as crianças não estiverem alfabetizadas na idade certa”, declarou. Ela defende que Língua Portuguesa e Matemática sejam prioridades nacionais e estima que uma transformação consistente nessa área demande entre 12 e 15 anos de trabalho contínuo.
A formação e a valorização dos professores também devem ocupar espaço central na agenda federal, segundo a candidata. “A primeira coisa que o governo precisa fazer é mudar o jeito que os professores estão sendo formados”, afirmou. Fátima defende formação inicial mais consistente, estágio adequado à realidade escolar e formação continuada permanente para os profissionais da educação.
A professora também chama atenção para a Matemática e para os efeitos de dificuldades acumuladas desde os primeiros anos. “Ou ele aprende lá nos primeiros anos de vida, ou essa dificuldade vai se arrastar até ele ter ensino médio”, disse. Para ela, a resposta passa por políticas capazes de identificar e corrigir os problemas de aprendizagem antes que eles se transformem em defasagens difíceis de recuperar.
A experiência de Fátima na Educação de Goiás, onde esteve à frente da rede estadual por mais de sete anos, dá dimensão prática ao debate que pretende levar ao Congresso. Mais do que reproduzir uma experiência estadual, a proposta é transformar educação em compromisso nacional e permanente. “O aluno está aqui no segundo e no próximo ano é terceiro, é quarto, é quinto, até que ele chegue ao décimo. Não tem esse acompanhamento”, avaliou.