Durante agenda política em Nerópolis, a professora Fátima Gavioli voltou a defender maior representação da educação no Congresso Nacional. Em discurso, a candidata à deputada federal pelo PSD, questionou a atuação de parlamentares goianos na educação e afirmou que as ações realizadas na rede estadual nos últimos sete anos foram financiadas com recursos da própria Secretaria de Educação.

Segundo Fátima, deputados federais e estaduais não teriam realizado obras ou reformas na rede estadual com recursos exclusivamente destinados por emendas parlamentares. “Desafio qualquer um a identificar uma obra, uma reforma em quadra esportiva ou qualquer iniciativa efetiva que tenha sido realizada 100% por algum deles”, afirmou. Para ela, a educação estadual “vive e sobrevive dos seus recursos próprios” e do esforço da gestão. Precisamos ter coragem de mudar a constituição e propor limite de dois mandatos para parlamentares para promover equidade e oportunidade de novas visões, projetos e candidatos. “Governador, prefeito e presidente têm limite de mandato, porque deputados não tem? a limitação garante rodízio de ideias e de oportunidades”, alfinetou Gavioli.

A candidata também criticou o que classificou como presença política eventual de representantes que, segundo ela, se aproximam do estado apenas em períodos eleitorais. Fátima chamou esses nomes de “candidatos copa do mundo” que aparecem a cada quatro anos, e defendeu que uma das 17 cadeiras destinadas a Goiás na Câmara dos Deputados tenham representantes comprometidos com as demandas dos profissionais da educação. “Nenhum deles defende de fato as demandas dos profissionais da educação”, declarou.

Ao abordar o papel da educação em outras áreas, Fátima afirmou que políticas educacionais também produzem reflexos na saúde, na segurança pública e na proteção social. Citou investimentos na alimentação escolar e programas de permanência dos estudantes como exemplos de ações que, em sua avaliação, ajudam a manter jovens na escola e ampliar suas oportunidades de formação profissional e acesso à universidade.

A candidata também apresentou propostas para o eventual mandato federal, entre elas a alteração da LDB para reduzir de 200 para 180 os dias letivos, além da destinação obrigatória de parte das emendas parlamentares para educação infantil e saúde básica. No evento, Fátima ainda defendeu maior participação de profissionais da educação na política e afirmou que pretende levar ao Congresso pautas relacionadas à valorização dos professores e demais trabalhadores da área, como a discussão do PL parado no Senado, que garante 75% do vencimento de professor aos administrativos.