A morte da atriz e cantora Lua Blanco, aos 39 anos, em decorrência de um câncer de intestino, chama a atenção para a importância do diagnóstico precoce e da prevenção da doença. A artista morreu no domingo (18), após enfrentar um câncer colorretal em estágio avançado, segundo informações publicadas pelo UOL VivaBem.

Conhecida nacionalmente por interpretar Roberta Messi na versão brasileira da novela “Rebelde”, exibida pela Record entre 2011 e 2012, Lua manteve o tratamento em sigilo. De acordo com relatos publicados pelo portal, ela recebeu o diagnóstico cerca de três meses antes da morte e realizou o tratamento no Instituto Nacional de Câncer (Inca), incluindo sessões de quimioterapia e uma cirurgia. Após o procedimento, precisou utilizar uma bolsa de colostomia. O quadro clínico se agravou nos dias que antecederam sua morte.

O caso evidencia os desafios relacionados ao câncer colorretal, que pode se desenvolver durante anos sem apresentar sintomas perceptíveis, dificultando a identificação da doença em seus estágios iniciais.

Doença pode começar com lesões benignas

O câncer colorretal atinge o cólon e o reto, partes do intestino grosso. Em muitos casos, a doença se desenvolve a partir de pólipos, pequenas lesões que surgem na parede intestinal e que podem se transformar em tumores malignos ao longo do tempo.

Entre os principais sinais de alerta estão a presença de sangue nas fezes, alterações persistentes no funcionamento do intestino, dores abdominais, perda de peso sem causa aparente e anemia. Esses sintomas não significam necessariamente a presença de câncer, mas precisam ser avaliados por um profissional de saúde.

A ausência de manifestações também não descarta a doença. Por esse motivo, os exames preventivos são importantes mesmo para pessoas que se sentem saudáveis.

Colonoscopia e testes de fezes ajudam na detecção

A colonoscopia é um dos principais exames utilizados para investigar o câncer colorretal. O procedimento permite visualizar o interior do intestino grosso e identificar alterações, além de possibilitar a retirada de pólipos durante o exame.

Outra ferramenta é o teste imunoquímico fecal (FIT), que identifica pequenas quantidades de sangue nas fezes que não podem ser percebidas a olho nu. Quando o resultado é positivo, a colonoscopia geralmente é indicada para investigar a origem do sangramento.

A idade recomendada para iniciar o rastreamento pode variar conforme as diretrizes adotadas e as características de cada pessoa. Histórico familiar de câncer colorretal e determinadas condições de saúde podem exigir acompanhamento antecipado. Por isso, a orientação médica é fundamental para definir a estratégia mais adequada.

Alimentação e hábitos de vida influenciam o risco

Embora não seja possível prevenir todos os casos, algumas mudanças de hábitos podem contribuir para reduzir o risco de câncer de intestino. Entre as medidas recomendadas estão manter uma alimentação rica em fibras, consumir frutas, verduras e legumes, praticar atividade física e controlar o peso corporal.

Também é indicado reduzir o consumo de carnes processadas, limitar a ingestão de bebidas alcoólicas e evitar o tabagismo. A adoção de hábitos saudáveis deve estar associada ao acompanhamento médico e à realização dos exames indicados.

Diagnóstico precoce pode aumentar as chances de cura

A identificação do câncer em fases iniciais amplia as possibilidades de tratamento e pode melhorar significativamente o prognóstico. Dependendo do estágio e das características do tumor, o tratamento pode incluir cirurgia, quimioterapia e outras terapias específicas.

O caso de Lua Blanco reforça a importância de ampliar a informação sobre o câncer colorretal e incentivar a procura por atendimento diante de sinais suspeitos. Reconhecer os sintomas, realizar os exames preventivos recomendados e não adiar a investigação de alterações intestinais são medidas importantes para proteger a saúde.