Alckmin cumpre agenda em Goiânia
O candidato a vice-presidente na chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Geraldo Alckmin (PSB), afirmou nesta quarta-feira (21), em Goiânia, que repetiu várias vezes o fato de Lula ter exercido uma “bem-sucedida” gestão por oito anos, evocando programas sociais e econômicos do petista. Sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL), o ex-governador do estado de São Paulo, disse que “o Brasil precisa mudar”. “Não devia pedir voto para o povo quem não acredita na democracia, quem tem saudade da ditadura e da tortura”, criticou sem nominá-lo diretamente.
Por mais de uma vez, o candidato citou as soma das experiências de Lula como presidente e a dele como governador, por 14 anos, que, diz ele, almeja “fazer máximo pela população brasileira.”
Alckmin utilizou o espaço para afirmar que os oito anos do governo do ex- presidente Lula foram marcados por políticas públicas favoráveis ao agronegócio brasileiro e que este setor da economia teve crescimento importante no período. “O agro dobrou de tamanho, o Plano Safra, que era R$ 20 milhões e passou para R$ 200 milhões” e acrescentou que quem faz desmatamento não é do agro, e sim, grileiro.
A fala do pessedebista foi feita durante uma entrevista coletiva no Centro de Convenções da capital nesta manhã, antes de um ato político no mesmo local.
Ainda sobre o agronegócio, Alckmin disse que “Goiás não tem mar” e que entre as propostas para o setor estão investimentos em logística, com o objetivo de proporcionar um melhor escoamento da produção.
O candidato também disse que o respeito ao meio ambiente e será uma das bandeiras da gestão, caso eleita. Sobre o tema, o pessedebista ressaltou a importância da proteção da Amazônia tanto para aspectos climáticos quanto comerciais. “(Preservar) é garantir mercado, porque hoje você tem muito protecionismo comercial. (…) É fundamental para o agronegócio brasileiro, você reativar os órgãos de fiscalização da região Amazônica.”
“Aquilo que interessa, que é crédito agrícola, seja Plano Safra para produção, a modernização dos equipamentos, armazéns, infraestrutura, tratores, os juros eram infinitamente mais barato”, acrescentou Alckmin ao dizer que é importante diversificação nos acordos comerciais para a não dependência da China.
Alckmin cumpre uma série de agendas na capital. Ele chegou por volta das 9h no Aeroporto Santa Genoveva e do Centro de Convenções segue para um centro de educação comunitária para um compromisso às 10h30.
Também acompanharam a entrevista coletiva o candidato a vice-governador na chapa de Amado, Fernando Tibúrcio (PSB), a candidata ao Senado por Goiás Denise Carvalho (PC do B) e o ex-governador do estado, José Eliton (PSB), além de outras lideranças políticas.
Às 11h30, se reúne com empresários na Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg). O retorno ao aeroporto está agendado para as 13h30.
O anúncio da agenda de Alckmin causou mal-estar entre parte do empresariado goiano, como mostrado pela coluna GIRO do POPULAR, na última terça-feira (20). Nos bastidores, o presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás, Rubens Fileti, comunicou que não iria ai encontro. Procurado, ele alegou indisponibilidade na agenda.
Ausência
Oficialmente, a visita de Alckmin a Goiânia tem o objetivo de reforçar a campanha do candidato a governador de Goiás Wolmir Amado (PT).
O petista aparece em quarto lugar, com 2,2% das intenções de voto para a corrida ao Palácio das Esmeraldas, conforme a última rodada da pesquisa Serpes/O POPULAR. O governador Ronaldo Caiado (UB) lidera com 52,4%, seguido por Gustavo Mendanha (16,2%-Patriota), Major Vitor Hugo (6%-PL), Professora Helga (0,9%-PCB), Cíntia Dias (0,7-Psol), Professor Pantaleão (0,5-UP), Edigar Diniz (0,5% – Novo). Nulo ou não votaria soma 5,6 % e os indecisos são 14,9 %.
O ato político da campanha de Amado no Centro de Convenções estava marcado para o mesmo horário do debate promovido pelo POPULAR e CBN Goiânia no auditório do Grupo Jaime Câmara, iniciado às 9h. Caiado também não compareceu à discussão dos candidatos.
Segurança
Desde as 9h, havia movimentação de militantes na porta do Centro de Convenções. Eles empunhavam bandeiras e exibiam adesivos de candidatos do PT.
A segurança contava com a presença de homens nas entradas das salas reservadas para o ato político e para o atendimento à imprensa. O primeiro portão de acesso, na calçada, tinha acesso livre. Em nenhum ponto havia detector de metais ou revista.
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*com informações de O Popular