Adultos e criança de três anos são resgatados em situação análoga à escravidão
Quatro adultos e uma criança de três anos foram resgatados em uma carvoaria em situação análoga à escravidão. A cidade onde foi feito o resgate é Sítio d’Abadia, região nordeste de Goiás.
Os trabalhadores foram encontrados no dia primeiro de setembro. A operação foi realizada pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), vinculado à Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) e contou com a participação do Ministério Público do Trabalho, Defensoria Pública da União e Polícia Rodoviária Federal.
Outras duas operações foram realizadas em Alvorada do Norte (GO) e em São Sebastião (DF), nas quais mais de 20 pessoas foram resgatadas.
Os trabalhadores do local eram responsáveis pelas atividades de manutenção e carbonização. Em especial, um jovem menor de 18 anos coletava lenha para a alimentação dos fornos. Um dos trabalhadores foi encontrado com machucados no rosto e com as mãos cortadas por farpas e espinhos.
Além disso, foram encontrados no local dois tipos de alojamento, ambos em situação precária. Eram dois barracos erguidos por estacas e cobertos por uma lonas com buracos. O espaço servia de abrigo para os trabalhadores.
O segundo alojamento era uma construção de alvenaria com telhas de amianto e abrigava um casal e seu filho de três anos. O espaço tinha chão batido e janela de vidro bastante danificada.
Ambos os locais não tinham instalações elétricas e estavam em péssimo estado de conservação e segurança. Além disso, não havia instalações sanitárias nos alojamentos, nem no local de trabalho. Os empregados precisavam improvisar locais para tomar banho e fazer suas necessidades fisiológicas.
Os trabalhadores não tinham local para colocar seus pertences. Por isso, deixavam suas coisas penduradas acima dos colchões. As camas eram feitas por tocos de madeira e galhos presos por barbantes, sem o mínimo de conforto.
Segundo os fiscais, até mesmo os alimentos consumidos eram expostos à proliferação e contaminação por doenças nos alojamentos. Eles não tinham um local específico para as refeições, tampouco para armazenar os alimentos, que eram preparados em fogão a lenha improvisado. As carnes para consumo estavam penduradas do lado de fora do alojamento.
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* Com informações de O Popular